Conflitos por Terra

A expansão da fronteira agropecuária está frequentemente associada à disputa por terras, caracterizada pela ocupação irregular de áreas públicas, conflitos com populações rurais e deslocamento de povos indígenas e comunidades tradicionais de seus territórios originais.

Conflitos por Terra

Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) indicam que as disputas por terra constituem um importante fator de conflitos rurais. O relatório “Conflitos no Campo Brasil 2024” documentou 2.185 conflitos, sendo 1.768 destes relacionados à disputa por terra. As populações mais afetadas por estes conflitos incluem povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outras comunidades tradicionais.

A expansão das áreas de pastagem e monoculturas afeta não apenas os ecossistemas locais, mas também os modos de vida destas populações.

Esta situação reflete um contraste entre dois modelos de uso da terra: de um lado, o modelo baseado na propriedade privada, monocultura e produção de commodities; de outro, modos de vida tradicionais, frequentemente baseados no uso coletivo da terra e práticas de agricultura diversificada. A coexistência destes modelos no mesmo território apresenta desafios significativos, e a expansão de um frequentemente implica na redução do espaço do outro. O deslocamento de comunidades de suas terras tradicionais representa não apenas uma questão econômica, mas também cultural e social.

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